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Boias de atracação deixam de ser obrigatórias para navios em Búzios
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Por em 11/09/2014
A Prefeitura de Búzios e a Secretaria de Meio Ambiente e Pesca conseguiram junto aos órgãos ambientais e à Capitania dos Portos a dispensa da obrigatoriedade das boias de atracação para os navios. A medida foi solicitada em caráter de urgência e já está valendo para a temporada 2014/2015 dos navios de cruzeiro. A Semaps encaminhou à Capitania um laudo técnico elaborado pela GEAG (Gerência de Avaliação de Qualidade de Águas), órgão do Inea (Instituto Estadual do Ambiente). O parecer técnico foi homologado pelo Conselho Diretor e informa o nada a opor à dispensa da colocação das monoboias de atracação.
A demanda por tais boias surgiu em 2011 e, segundo o parecer enviado à Capitania dos Portos, foi fruto de um entendimento errôneo da equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente à época. Hoje, Inea e Semaps consideram tal medida desnecessária e prejudicial ao meio ambiente e ao município. Sobre o assunto, o Prefeito André Granado comentou: “O dano à paisagem e ao ambiente que a colocação dessas imensas boias no mar causaria seria enorme. Embarcações petroleiras, plataformas e navios cargueiros poderiam atracar na cidade para manutenção, ou em caso de emergência, ficando o nosso litoral sujeito a vazamentos de óleo e outros produtos. Os pescadores também poderiam ser prejudicados com o aumento do fluxo de navios de grande porte próximo a costa, comprometendo a segurança das pequenas embarcações”, disse.
Caso a temporada de navios fosse suspensa até a colocação das boias, a cidade também sofreria um grande impacto na economia. Para a temporada 2014/2015, Búzios deve receber cerca de 118 navios que irão ancorar no Píer do Centro e no Píer Porto Veleiro, trazendo mais de 390 mil visitantes, entre passageiros e tripulação para a cidade. Estes turistas passam o dia no município, gastando em média R$ 100,00 por pessoa, e podem conhecer a cidade através de passeios de escuna e city tour.
"O resultado esperado com a vinda dos cruzeiros é o aquecimento da economia local e o aumento da geração de renda para o balneário. Estes turistas muitas vezes voltam, em outra oportunidade, para o município, para se hospedar e passar mais dias", disse José Márcio, Secretário de Turismo.
Os órgãos ambientais ressaltam ainda a importância de se observar os demais procedimentos para a atracação de navios na costa buziana. É necessário obedecer aos dois pontos de fundeio determinados pela Marinha, restringir a escala de no máximo dois navios nas áreas de fundeio e evitar ao máximo a suspensão de sedimentos do leito marinho pelos navios atracados. É importante não permitir o lançamento de efluentes, água de lastro ou manutenção nas áreas de fundeio e adjacências, tendo em vista a sensibilidade ambiental da região e permitir o acesso aos navios da fiscalização dos órgãos ambientais municipais e estaduais.

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